quinta-feira, janeiro 27, 2005

destino

"...Vou partir definitivamente. Vou deixá-lo de vez para que ele siga o seu destino. Já cumpri o que me fora dado ser no seu corpo. Não estou aqui a dar-te uma satisfação mas apenas a cumprir um desígnio. Esta é a minha última acção com o seu corpo físico. Eu não te amei; eu nunca te amei, mas ele sim. Foi ele que, desesperadamente, te amou sem nunca ter sabido que estava a ser usado para te despertar para o conhecimento. A minha missão foi cumprida com um certo êxito ainda que tenha terminado duma forma que não estava prevista; mas, na verdade, o livre arbítrio assim o determinou. Penso também que tenhas intuído a verdade e que tenhas vislumbrado (como, não me foi dado saber) algo que ele nunca soube nem nunca irá saber. Tu, talvez sim. Escolhi finalmente, para ti, o amor..."

5 comentários:

Anónimo disse...

Ensurdecedora, essa força dos gritos calados. um beijo :)

Anónimo disse...

Até me esqueci de assinar...
Cinda

Carmem L Vilanova disse...

Fiquei sem palavras e quase sem fôlego ao ler-te, Quim amigo!
Lindíssimo!
Bjs!

TMara disse...

A vida está cheia de ínvios caminhos, tortuosos e íngremes. Bjs e :)

Menina_marota disse...

Lindo e comovente. Fiquei sem palavras... Abraço :-)
http://eternamentemenina.blogs.sapo.pt/