terça-feira, janeiro 04, 2005

medir

...um dia, há milénios passados, perguntei se amar tinha medida, ou peso, ou tamanho; nessa altura, a minha caminhada ainda era prematura e ainda muito "verde" nos caminhos da vida; e nunca ninguém me soube responder e eu, ainda que repetindo a pergunta muitas vezes, nunca sabia "como" amar; se amar deste tamanho, se amar com este peso, se amar de determinada forma ou feitio; se amar tivesse medida eu queria amar com o máximo que ela tivesse...
...um dia, há milénios passados, deixei de me preocupar com a forma, com a medida do Amor; pela simples razão de que, durante toda a minha demanda, jamais houvera encontrado essa mesma bitola, essa fita métrica ou essa balança...
...e foi nesse momento, quando deixei de procurar como é que deveria Amar, de que forma é que deveria "usar" o Amor (como que fosse um componente para se fazer um bolo), que eu descobri que o Amor não tem medida...
...o Amor jamais se pode medir, o Amor apenas, é...
...é amando, é dando-nos completamente numa entrega absoluta, que se consegue amar...
...e quem o conseguir fazer, para além de tudo que possa transmitir aos outros, será ele mesmo, uma pessoa inteiramente feliz...
...não, não amo muito... não, não amo com todas as forças da minha alma... não, não enlouqueço...
...amo, apenas...

8 comentários:

Carmem L Vilanova disse...

O Amor É, simplesmente!
É nisso que eu também acredito!
Um lindo 2005 para ti e para todos os teus, caro amigo!
Beijos!

Mitsou disse...

É preciso querer amar. O querer (crer) de que falaste num dos teus belos textos :)*

Fernando B. disse...

Faço minhas as palavras da Carmem e da Mitsou.

Fraterno Abraço,

Ana disse...

Tudo o que se pode medir ou pesar é finito e limitado.
O amor, esse, é infinito e eterno... pelo menos enquanto dura.
Um beijo.

Vera Cymbron disse...

«(...)o Amor jamais se pode medir, o Amor apenas, é(...)»
Uma frase que diz tudo!
Jinhos

Loba disse...

É isso: amemos simplesmente! É de amor que o mundo precisa. Amor sem peso, sem tamanho, sem palavras... apenas os braços abertos e o coração livre de preconceitos! Amei ler seu texto, viu? Beijos

Blue C. disse...

Quim, tenho-me lembrado de ti. Tenho tentado ultrapassar os meus problemas lembrando-me da tua vida de coragem. Não tenho conseguido. Estou profundamente triste e quando me falas em amar simplesmente, eu pergunto-me se bastará amar. Isto não deve fazer sentido para quem lê, mas para mim, faz todo. Beijinho grande, Lobito.

Anónimo disse...

olá,
é dos textos/pensamentos/palavras mais inteligentes/sensatas/conhecedoras que tenho lido.
bjs
sofialisboa