quarta-feira, junho 08, 2005

ausentes

"...não, não estavas lá quando mais precisei de ti... estavas ausente mesmo com a tua presença... ansiavas a libertação e para ela abriste os braços como último lampejo de solidão acompanhada... sim, mas apenas encontraste o nada... não, não estavas lá quando mais precisei de ti e o momento em que mais precisei de ti foi aquele em que já não te senti, aquele em que vi que já lá não estavas... foi apenas aí que reparei em ti quando já não estavas presente para te tocar... e a culpa não foi da tua fuga nem da minha quietude, a culpa foi da nossa cruel atitude em nos vermos sem nos olharmos, em nos sentirmos sem nos tocarmos em amar sem nos amarmos... por isso, quando mais precisei de ti tu não estavas lá, mesmo olhando para mim acenando um adeus desenhado no fim..."

11 comentários:

Menina_marota disse...

São estas ausências que mais doem...

Gostei de ler-te.

Um abraço carinhoso :-)

Mitsou disse...

Pois... :)*

(Chinezzinha) disse...

Quim

Triste mas lindíssimo este teu texto.Fez-me lembrar uma situação minha relativamente recente.

Esta música do blog tb é maravilhosa.

Beijos

Lucília disse...

Depois de ler este seu belíssimo texto e ouvir o'Ave Maria',deixo-lhe uma lágrima.
Cumprimentos

wind disse...

É...Bjs

Raquel V. disse...

Terrível verdade... tal como quando temos coragem para tentar mudar algo... e já não o queremos fazer, pq já não vale a pena lutar por tal...
Bj

Anónimo disse...

"A ausência está para o amor como vento para o fogo:
Ela extingue o pequeno e aumenta o grande "

Bussy-Rabutin


Carlota Joaquina

Salatia disse...

A ausência sempre presente...beijos

smooth_word disse...

Olá Lobices, bom dia.

Como sempre um texto fantástico. As ausências dos presentes é um tema que me toca muito. Já fiquei nessa situação e sei o quanto me magoei, e tento não passar o mesmo sofrimento. Aquando presente, estou, por respeito ao outro e a mim.

Um beijo

Tão só, um pai disse...

Esta, doeu-me. Talvez um dia deixe de ser assim. Seria bom.

Vinci disse...

É muito mau quando temos alguém presente, mas que está ausente. No entanto, devemos procurar, sempre que possível, a razão dessa tal ausência presenta.
Cumprimentos,
Vinci