sexta-feira, julho 08, 2005

rigidez

“... sou como quem não existe na realidade, como o sonho de um caminhante intranquilo... assumo a rigidez da estrada lisa, a força da ausência de obstáculos... os escolhos bem arrumados no chão da apetecida erva húmida... um caminho fresco no deserto escaldante, um instante deslocado no tempo, numa estrada que mantém impressa cada passo dado sem nunca ter tentado impor-lhes uma paragem mais permanente... estrada onde se pernoita protegido da tempestade, estrada aqui e ali asfaltada pela dor de alguns passos ausentes… mas… transportando sempre a intranquilidade que me enche de torpor e de cansaço…”
.
(autoria desconhecida)

7 comentários:

Anónimo disse...

Há sempre uma intranquilidade que nos leva a percorrer a estrada. Caso contrário, rígidos seremos nós ficando onde estamos, e quiçá intranquilos na mesma.

piquica :)***

wind disse...

Para reflectir:) bjs

andorinha disse...

Quim, a intranquilidade que sinto hoje, enche-me efectivamente, de torpor e de cansaço.
Mas amanhã será outro dia (I hope...)
Beijinho.:)

Antonio San disse...

Assim é a caminhada da vida.
Um abraço de bom fds.

(Chinezzinha) disse...

Hoje que faço anos, vim até aqui e esta música tão bela, fez-me verter lágrimas. Lágrimas não de tristeza mas sim de comoção.
Bom fim-de-semana.:)

Beijinhos

lunema disse...

Bom dia,

"De palavras não sei. Apenas tento
desvendar o seu lento movimento
quando passam ao longo do que invento
como pre-feitos blocos de cimento.

De palavras não sei. Apenas quero
retomar-lhes o peso a consistência
e com ela erguer a fogo e ferro
um palácio de força e resistência.

De palavras não sei. Por isso canto
em cada uma apenas outro tanto
do que sinto por dentro quando as digo.

Palavra que me lavra. Alfaia escrava.
De mim próprio matéria bruta e brava
-expressão da multidão que está comigo."
Ary dos Santos

A nossa intranquilidade é uma forma de resistência.Caso contrário viveríamos apenas o dia que passa...

lunema disse...

Chinezzinha,

"Não corras,
não te aflijas.
Só estás aqui de passagem
e é curta a tua visita.
O importante é parar
e cheirar as flores"

Parabêns!